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Erupção no Havaí pode revelar se Vênus tem atividade vulcânica

Um artigo a ser publicado em junho no Journal of Volcanology and Geothermal Research, já disponível na versão online aqui, analisa de forma integrada o vulcanismo em Vênus e na Terra, mostrando como dados de satélite usados para estudar erupções terrestres também podem ajudar a interpretar possíveis fluxos de lava no planeta vizinho. 

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O estudo reúne técnicas modernas de observação espacial e modelagem para comparar processos vulcânicos em dois mundos diferentes.

A pesquisa parte da ideia de que Vênus pode não ser um planeta geologicamente “morto”. Grande parte de sua superfície foi moldada por intensa atividade vulcânica ao longo de centenas de milhões de anos. Imagens de radar já identificaram mais de 85 mil estruturas associadas a vulcões. 

Maat Mons é um enorme vulcão em escudo no planeta Vênus, sendo a segunda montanha mais alta e o vulcão mais alto do planeta – Crédito: NASA/JPL

Futuras missões a Vênus podem confirmar atividade vulcânica recente

Por muito tempo, a interpretação dominante era de que esse vulcanismo teria ocorrido em um único período muito antigo. No entanto, análises recentes de dados da missão Magellan, da NASA, coletados nos anos 1990, sugerem sinais compatíveis com atividade mais recente. Indícios indiretos na atmosfera, como níveis elevados de dióxido de carbono, dióxido de enxofre e nitrogênio, reforçam essa hipótese, embora ainda não existam observações diretas de erupções ativas.

Com isso em mente, os cientistas destacam a importância de futuras missões a Vênus, como a VERITAS, da NASA, prevista para a próxima década. A missão deve ajudar a identificar e datar possíveis fluxos de lava recentes, algo considerado essencial para entender se o planeta ainda é vulcanicamente ativo. A comparação com a Terra é fundamental nesse processo, já que o comportamento da lava aqui serve como referência para interpretar sinais semelhantes em outros planetas.

Um dos principais casos estudados para essa comparação foi o vulcão Mauna Loa, no Havaí, um dos mais ativos do planeta. Sua erupção mais recente ocorreu entre novembro e dezembro de 2022 e exigiu monitoramento constante devido à proximidade de fluxos de lava com áreas habitadas e uma importante rodovia da ilha. Esse tipo de acompanhamento normalmente depende de satélites governamentais, mas a equipe também passou a utilizar dados de satélites privados, ampliando a capacidade de observação.


A combinação dessas fontes permitiu acompanhar com mais precisão a evolução do fluxo de lava. Além disso, os pesquisadores aplicaram técnicas de aprendizado de máquina para analisar sinais anteriores à erupção de 2022. O método identificou um acúmulo de calor no subsolo cerca de um mês antes do evento, indicando que já havia atividade interna em desenvolvimento.

Mauna Loa, o maior vulcão ativo do planeta, entrou em erupção em 2022 após 38 anos em silêncio – Crédito: Andrii Duhin – Shutterstock

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Imagens de satélite foram modeladas em 3D

Outro avanço importante foi a transformação de imagens de satélite em modelos tridimensionais. Isso permitiu estimar a espessura dos fluxos de lava, um fator decisivo para entender sua duração e resfriamento. Os dados mostraram que fluxos com mais de 20 metros de espessura podem levar cerca de 21 meses para esfriar completamente.

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Esses resultados ajudam os cientistas a diferenciar fases de uma erupção e a compreender melhor a composição da lava. No caso de Vênus, esse tipo de análise pode ser essencial para determinar se os vulcões do planeta ainda estão ativos hoje e como sua história geológica evoluiu ao longo do tempo.


Fonte: Link da fonte

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