Máquinas e carros que só faltam falar tamanha a tecnologia empregada na produção. Drones, investimento em energia renovável, robôs no campo. A Agrishow é uma vitrine do que há de momento quando se trata de tecnologia no campo. Diretamente da Feira em Ribeirão Preto, uma das maiores do mundo, Paulo Humberto Gouveia, diretor de vendas B2B da TIM Brasil, destacou durante entrevista ao Programa Mercado, da VEJA+TV, que o agronegócio brasileiro já ocupa posição de liderança quando o assunto é tecnologia no campo. Segundo ele, a feira reúne tudo o que há de mais moderno para ganho de produtividade e eficiência, mostrando que o Brasil está na vanguarda desse processo. Para o executivo, a conectividade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para sustentar essa transformação digital no agro.
Paulo lembrou que o maior desafio não era exatamente a tecnologia disponível, mas sim levar conexão para um país com dimensões continentais. Hoje, segundo ele, já são 26,2 milhões de hectares cobertos com conectividade no agronegócio, o equivalente a quase um terço da área agrícola nacional. Além do impacto produtivo, ele destaca também o alcance social desse avanço: mais de 348 mil pequenas propriedades foram beneficiadas, alcançando cerca de 2,6 milhões de pessoas em projetos de inclusão social e digital no campo.
Os resultados práticos aparecem no dia a dia das fazendas. No projeto Fazenda Conectada, áreas com acesso à tecnologia registraram produtividade 27% maior, redução de 32% no consumo de combustível e queda de 23,6% na pegada de carbono. Para Paulo Humberto Gouveia, a transformação digital é uma jornada sem volta e se torna ainda mais importante em momentos de instabilidade internacional, como a alta dos insumos e do diesel provocada por conflitos externos. Na prática, investir em tecnologia significa proteger a rentabilidade e dar mais fôlego ao produtor rural.
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