A Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no país, e a BYD celebraram uma espécie de “cessar-fogo”. A reunião ocorreu no início do mês, na sede da entidade, em São Paulo, e contou com o presidente da montadora chinesa, Tyler Li.
O encontro foi confirmado pela BYD e pelas montadoras, que foram avisadas pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet.
O clima de “guerra” no setor atingiu o ápice em julho, quando a BYD pediu à Camex (Câmara de Comércio Exterior) que autorizasse uma cota anual de importação que supera US$ 2 bilhões (R$ 11,2 bilhões) caso não fosse aprovada uma alíquota de 10% nesta quarta (30).
A cota solicitada representava mais do que o dobro do investimento anunciado pela montadora em sua fábrica (R$ 5,5 bilhões) e 59% dos recursos previstos para cinco anos do Mover, programa federal de estímulo a carros híbridos a combustão menos poluentes.
Por pressão das montadoras, a decisão barrou o pleito da montadora chinesa e estabeleceu uma cota de US$ 460 milhões válida somente por seis meses.
As associadas da Anfavea foram informadas por Calvet de um convite para que a BYD ingressasse na associação. Sua concorrente chinesa, a GWM, também está sendo cortejada.
Via assessoria, a BYD negou qualquer intenção de ingressar na Anfavea e disse que o encontro de relacionamento partiu da própria associação.
Consultada, a Anfavea disse que convidou Tyler Li para uma reunião na sede da empresa.
Com Stéfanie Rigamonti
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