Aos 67 anos, a cantora Gretchen falou abertamente sobre a alopecia progressiva, termo médico para queda anormal de cabelo, que enfrenta e revelou que chegou a cogitar raspar a cabeça. Para ela, o assunto ainda é cercado de preconceito, principalmente entre mulheres. A cantora contou que pensou recentemente em passar máquina no cabelo como uma forma de incentivar outras pessoas que vivem a mesma situação.
“Semana passada eu ainda pensei em passar máquina. Pode ser que vocês ainda fiquem sabendo. Eu pensei: ‘Pra que eu estou usando cabelo? Só pra esquentar minha cabeça’”, lembrou em conversa com a coluna GENTE.
A cantora acredita que assumir publicamente a condição pode ajudar mulheres que escondem a alopecia por vergonha. “A partir do momento que eu pegar uma máquina e passar na cabeça e falar: ‘Gente, tem solução’. Passa a máquina, usa lace, usa peruca, aquilo que o teu bolso pode. Mas não precisa se esconder, porque isso é uma doença”, declarou.
Gretchen também criticou o preconceito em torno do uso de laces e perucas. “A gente não pode simplesmente fazer bullying com as pessoas achando: ‘Ah, eu tenho cabelo, ela está usando peruca’. É um preconceito tão bobo. Peruca, lace, é tudo igual”, afirmou, citando artistas, como Ludmilla, que frequentemente mudam o visual.
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A dançarina contou ainda que costuma receber mensagens de mulheres que deixaram de sair de casa por causa da queda de cabelo. “Isso realmente virou um assunto importante pra gente falar e mostrar para essas mulheres. Eu recebo mensagens de mulheres que não se olham no espelho há anos, que não saem pra trabalhar, que não vão na casa dos filhos. Gente, para com isso. As laces são maravilhosas”, disse.
Nos últimos dias, Gretchen também passou por uma nova mudança capilar. Segundo ela, ficou um período sem publicar nas redes sociais porque estava testando uma nova lace para entender como o material reagiria ao clima quente e úmido da região Norte, em sua ida ao Festival da Cunha, no dia 23 de maio. “E aí posso contar pras pessoas: ‘Olha, tem mais um lugar, mais uma possibilidade’. Quanto mais possibilidades você dá pras pessoas, mais elas conseguem se livrar desses preconceitos e desse bullying”, concluiu.
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