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OMS confirma dois casos de hantavírus em cruzeiro – 05/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nesta terça-feira (5) dois casos de hantavírus entre as pessoas a bordo ou que desembarcaram de um cruzeiro ancorado em Cabo Verde. Três pessoas morreram.

“Em 4 de maio de 2026 foram identificados sete casos (dois casos de hantavírus confirmados em laboratório e cinco suspeitos), incluindo três falecimentos, um paciente em estado crítico e três pessoas com sintomas leves”, afirmou a OMS em um comunicado.

Três dessas pessoas já não estão no cruzeiro e quatro permanecem a bordo.

O hantavírus é um vírus transmitido por roedores que pode causar doenças respiratórias fatais. Pode ser transmitido quando fezes e urina de roedores se tornam aerossóis, como quando pessoas varrem galpões onde ratos estiveram vivendo. A OMS disse que o vírus pode ser transmitido entre pessoas em casos raros.

A doença começa com sintomas semelhantes aos da gripe e pode levar à insuficiência cardíaca e pulmonar, com cerca de 40% dos casos resultando em morte, de acordo com os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos.

A OMS anunciou ainda que tenta localizar os passageiros do voo que saiu da ilha de Santa Helena com destino a Joanesburgo. Uma turista holandesa infectada foi retirada do navio e morreu em um hospital da África do Sul.

A holandesa de 69 anos, cujo marido de 70 anos morreu a bordo do cruzeiro, havia desembarcado em Santa Helena em 24 de abril “com sintomas gastrointestinais” e embarcou no dia seguinte em um voo com destino a Joanesburgo, indicou a OMS.

Ela morreu no dia 26 de abril e sua infecção por hantavírus foi confirmada na segunda-feira (4). “Iniciamos as buscas para localizar os passageiros do voo”, acrescentou a OMS em um comunicado.

A organização suspeita que houve transmissão do hantavírus entre pessoas a bordo.

“Levando em consideração a duração do período de incubação do hantavírus, que pode variar entre uma e seis semanas, supomos que foram infectados fora do navio e acreditamos que pode ter acontecido uma transmissão inter-humana, entre pessoas em contato muito próximo”, declarou Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção contra epidemias e pandemias da OMS.

O cruzeiro segue rumo à Espanha. O ministério da saúde espanhol, no entanto, afirmou que não tomará “nenhuma decisão” sobre recebê-lo antes da análise dos “dados epidemiológicos recolhidos do navio na sua passagem por Cabo Verde”.

“Em função dos dados epidemiológicos recolhidos do navio na sua passagem por Cabo Verde, se decidirá qual escala é mais pertinente. Até lá, o Ministério da Saúde não tomará nenhuma decisão, como informamos à Organização Mundial da Saúde”, escreveu o ministério na rede social X, pouco após a OMS anunciar que a Espanha aceitou receber o cruzeiro no arquipélago das Canárias.

Em uma entrevista à ‘La Radio Canaria’, o vice-presidente do governo regional das Ilhas Canárias, Manuel Domínguez, disse nesta terça-feira que seria “melhor” que o navio não parasse nas ilhas e seguisse para o território espanhol continental.

“Se a parada não tivesse que ser nas Canárias, melhor, porque certamente podem existir outros recursos no território continental, mas se for assim, então (que seja) com todas as garantias possíveis”, afirmou Domínguez.

Não existem medicamentos específicos para tratar o hantavírus, então o tratamento se concentra em cuidados de suporte, incluindo colocar pacientes em ventiladores em casos graves.

No Brasil, foram identificados 2.377 casos entre 1993 a 2024, sendo 540 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde, sendo a maioria na região rural.

Em 2025, foram registrados 28 casos, e seis casos já foram notificados nos primeiros quatro meses de 2026, segundo o ministério.

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