O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) subiu 0,1% em maio na comparação com abril, mostram dados divulgados nesta sexta-feira, 17. O número ficou levemente acima do esperado pelo mercado, que estimava um IBC-BR de 0% em maio contra abril.
O desempenho do mês foi puxado pela indústria, que avançou 0,4% na série com ajuste sazonal. Já a agropecuária teve queda de 1% e o setor de serviços avançou 0,1%. O IBC-BR excluindo a agropecuária avançou 0,2% no mês.
No trimestre encerrado em maio de 2026 ante o trimestre terminado em fevereiro de 2026, o IBC-Br apresentou alta de 0,7%. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,4%. Nos últimos 12 meses, o agronegócio sobe 2,5%, a indústria cresce 0,5% e setor de serviços tem alta de 1,8%.
No acumulado de 2026, o IBC-BR avança 1,2%. Nesse recorte, a agricultura apresenta estagnação em 0%. A indústria cresce 0,6% e o setor de serviços avança 1,9%.
O IBC-BR é um indicador criado para acompanhar a evolução da economia brasileira ao longo do ano. Calculado mensalmente pelo Banco Central, ele reúne informações de setores como indústria, comércio, serviços, agropecuária e arrecadação de impostos para oferecer uma estimativa do ritmo da atividade econômica antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB), feita pelo IBGE.
Embora não substitua o PIB, o IBC-BR é amplamente utilizado por economistas, investidores e pelo próprio Banco Central como um termômetro da economia. O indicador ajuda a identificar tendências de crescimento ou desaceleração da atividade econômica e serve de subsídio para decisões de política monetária, como a definição da taxa básica de juros (Selic), além de influenciar as expectativas do mercado financeiro sobre o desempenho da economia brasileira.
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