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Acordo de Paes e PSDB abre espaço para deputado réu – 07/05/2026 – Política

O acordo selado entre o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) e o PSDB abriu espaço na gestão municipal para um indicado do deputado federal Juninho do Pneu (PSDB), acusado de lavagem de dinheiro na compra de terrenos que pertenciam ao miliciano Adriano da Nóbrega, ex-PM morto em 2020.

O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), aliado de Paes, nomeou na segunda-feira (4) Thiago de Souza Pereira, ex-chefe de gabinete de Juninho, como secretário municipal de Economia Solidária. O ato foi assinado na quinta-feira (30), mesmo dia em que o PSDB declarou publicamente apoio ao ex-prefeito em sua pré-candidatura ao governo estadual.

Juninho do Pneu foi denunciado na Operação Legado, deflagrada em março. Ela investiga a lavagem de dinheiro de Adriano da Nóbrega e destinação de seu patrimônio após a sua morte.

De acordo com o Ministério Público, o deputado adquiriu duas propriedades rurais de Adriano que estavam em nome de um laranja. Segundo a Promotoria, a transação foi feita em dinheiro vivo e por um valor acima do declarado. Um dos pagamentos, segundo a acusação, ocorreu dentro de um batalhão da Polícia Militar.

O deputado afirmou que “a compra foi pelo valor de mercado, através de um corretor de imóveis que trabalha há décadas na região”.

“Quanto aos vendedores, não eram pessoas que levantassem suspeita. O parlamentar não conhece e não tem nem nunca teve nenhuma relação com os criminosos citados. Todas as relações comerciais de Juninho do Pneu são feitas dentro da lei e declaradas à Receita Federal. Tanto que o próprio Ministério Público descartou na denúncia que ele não tenha nenhuma ligação com crime organizado”, afirmou o comunicado.

Em nota, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirmou que Pereira foi uma indicação do PSDB.

“O indicado passou pelo rigoroso crivo da Secretaria Municipal de Integridade e toda a documentação foi devidamente avaliada, estando o nomeado apto e em conformidade com os critérios exigidos pela administração pública”, afirmou a gestão Cavaliere.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, não comentou o caso. Paes também não respondeu.

Pereira foi nomeado como parte do acordo pelo apoio do PSDB à pré-candidatura de Paes. O evento que selou a aliança teve a presença de Aécio. Também estiveram no encontro Juninho do Pneu e Cavaliere.

O deputado atualmente é réu numa ação penal em que é acusado de auxiliar na lavagem de dinheiro de pessoas que administraram o espólio de Adriano da Nóbrega, morto em 2020 durante uma operação policial para prendê-lo na Bahia.

A transação, segundo a investigação, foi toda feita com Julia Lotufo, viúva do ex-PM, e Luiz Carlos Felipe Martins, conhecido como Orelha, PM morto em 2021 que prestava serviços ao casal.

Os investigadores encontraram diálogos sobre toda a transação no celular de Orelha, apreendido quando foi assassinado.

De acordo com a acusação, Juninho do Pneu adquiriu dois terrenos em Cachoeiras de Macacu, cidade da região serrana fluminense, que pertenciam a Adriano, mas estavam em nome de um laranja. Segundo o MP-RJ, o deputado tratou da negociação com Lotufo e Orelha por meio de um corretor.

A denúncia afirma haver indícios de que o deputado do PSDB comprou os imóveis por R$ 3,5 milhões pagos em dinheiro vivo e com a transferência de ao menos dois automóveis. A Promotoria afirma que a escritura de compra do imóvel registra o preço de R$ 800 mil.

Os pagamentos foram feitos ao longo de 2020, quando Juninho já era deputado federal. A acusação afirma que os terrenos foram colocados no nome do pai do parlamentar, embora ele tenha sido o responsável por toda a transação.

O MP-RJ afirma que Juninho do Pneu não fazia parte da organização criminosa de Adriano, mas tinha ciência das irregularidades na transação.

Adriano da Nóbrega ficou nacionalmente conhecido por seus vínculos com o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-presidente Jair Bolsonaro e Fabrício Queiroz, ligado à família Bolsonaro desde o início dos anos 2000. Eles negam envolvimento nos crimes do ex-PM.

De acordo com o MP-RJ, Adriano passou a atuar, ao menos desde 2008, como assassino de aluguel, chefe de milícia e controlador de áreas do jogo do bicho, entre outras atividades ilegais.

Esse não é o primeiro caso de alianças de Paes com suspeitos de envolvimento com milícia. Em outubro de 2023, o ex-prefeito nomeou o ex-deputado Chiquinho Brazão como secretário de Ação Comunitária. Ele foi exonerado em fevereiro do ano seguinte, uma semana após a divulgação da delação do ex-PM Ronnie Lessa o apontando como um dos mandantes do homicídio da vereadora Marielle Franco.

Em seu lugar, o Republicanos indicou a nomeação do deputado federal Ricardo Abrão, do mesmo grupo político dos Brazão. Após a prisão de Brazão, o prefeito exonerou aliados do ex-deputado, bem como o secretário substituto.

Fonte: Link da fonte

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