A missão Artemis 2, que decolou na última quarta-feira (1º) de Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos), pode fazer história ao levar astronautas para sobrevoar a Lua e ao ponto mais distante que humanos já foram. Mas o que o nome “Artemis” tem a ver com o satélite natural da Terra?
A resposta mais direta, segundo a Nasa, é que, na mitologia grega, Artemis é a deusa da Lua. O “2” refere-se ao número da missão. Está é a segunda do programa homônimo —a primeira ocorreu em 2022, com o envio da cápsula Orion sem tripulação em uma viagem ao redor da Lua.
As futuras missões lunares do programa também receberão o nome de Artemis, apenas com a alteração do número. Para 2028, por exemplo, está prevista a Artemis 4, que prevê o pouso de astronautas na superfície do satélite.
De acordo com a agência americana, a deusa personifica o “caminho até a Lua como o nome dos esforços da Nasa para levar astronautas e uma nova onda de cargas científicas e demonstrações tecnológicas de volta à superfície lunar”.
As outras missões que levaram humanos à Lua se chamavam Apollo, que, também segundo a mitologia grega, é o deus do Sol. Além disso, Apollo é o irmão gêmeo de Artemis.
Com o programa Apollo, os americanos somaram nove missões tripuladas à Lua entre 1968 e 1972. Em seis delas, houve pousos no solo lunar.
Nas nove viagens, 24 pessoas chegaram às redondezas da Lua e metade delas colocou os pés lá —todos homens brancos e quase todos nascidos nos Estados Unidos.
Orion
O nome da cápsula Orion, na qual atualmente viajam quatro astronautas da missão Artemis 2, também tem origem na mitologia grega. Orion era um gigante caçador ligado a Artemis. Existem diferentes versões a respeito da história dele e, em algumas delas, Artemis o mata.
Mas a Orion pode ganhar nomes específicos para cada missão. Para a Artemis 2, a tripulação a batizou de Integrity. Os astronautas disseram que o nome representa a base de confiança, respeito, franqueza e humildade entre eles e os demais envolvidos na missão.
Tradição
Batizar missões a partir de mitologias é algo relativamente rotineiro. Outros exemplos são as missões Gemini, que antecederam as do programa Apollo. O nome é inspirado na constelação de Gêmeos, mas também era relacionado ao fato de a nave do programa transportar somente duas pessoas.
Osiris é outra missão batizada com um nome mitológico, dessa vez egípcio —o deus da fertilidade e do submundo. A Osiris-Rex é a primeira missão a coletar amostras de um asteroide —o Bennu— e devolvê-las à Terra. A missão, agora renomeada de Osiris-Apex, continua, desta vez para exploração do asteroide Apophis em 2029.
E o que o nome Osiris tem a ver com a missão?
Bom, segundo a Nasa, o objetivo da coleta desse material é ajudar a responder, entre outras coisas, questões sobre a origem da vida. E é um acrônimo de “Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, and Security – Regolith Explorer” (origens, interpretação espectral, identificação de recursos e segurança – explorador de regolito).
Um dos cientistas envolvidos na missão, um entusiasta de egiptologia, disse à revista The New Yorker que o “Rex” acabou também entrando na jogada porque a equipe de pesquisa gostou da sonoridade “dinossáurica” da palavra.
Outro exemplo ainda é Kaguya, missão japonesa para estudar a evolução geológica da Lua a partir da órbita do satélite. O nome faz parte da mitologia do Japão. A lenda conta que ela seria uma criança —que depois cresce na história— que teria vindo da Lua. Fãs do estúdio de animação Studio Ghibli e da série Naruto devem ser familiarizados com o nome.
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